Caçadores presos após abaterem tatu em reserva biológica no Espírito Santo
Dois homens foram detidos por caça ilegal e porte de arma de fogo na Reserva Biológica de Sooretama, em Linhares, após serem flagrados com um tatu-preto abatido e armamento.

Dois homens foram detidos na noite de quinta-feira (16) por caça ilegal dentro da Reserva Biológica de Sooretama, localizada em Linhares, no Norte do Espírito Santo. A dupla foi abordada ao sair da unidade de conservação portando armas de fogo, munição e um tatu-preto abatido.
A ação foi coordenada pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A investigação teve início após uma denúncia informar que um veículo estava escondido em uma plantação de eucalipto, enquanto seus ocupantes praticavam caça no interior da reserva.
Policiais monitoraram o local e abordaram os suspeitos no momento em que retornavam da mata. Durante a prisão, foram apreendidas duas armas de fogo, calibres .22 e .36, além de munições e outros equipamentos utilizados na atividade de caça. O tatu-preto (Cabassous tatouay), espécie nativa da Mata Atlântica, foi encontrado morto e, de acordo com a polícia, havia sido abatido durante a ação.
Os indivíduos confessaram ter invadido a reserva para caçar e admitiram a morte do animal silvestre. Eles foram presos em flagrante e encaminhados para a Delegacia Regional de Linhares. A Polícia Civil informou que os dois foram autuados por porte ilegal de arma de fogo e por caçar espécimes da fauna silvestre sem a devida autorização legal.
Após os procedimentos cabíveis, a dupla foi transferida para o sistema prisional. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) ficou responsável pelo recolhimento do animal abatido e pela tomada das medidas administrativas ambientais pertinentes ao caso. A caça ilegal em unidades de conservação é considerada crime ambiental, com pena prevista em lei.


