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Caso Richthofen: a trajetória da filha que arquitetou o assassinato dos pais

Em 2002, o Brasil foi abalado pelo brutal assassinato do casal Manfred e Marísia Richthofen, um crime minuciosamente planejado pela própria filha, Suzane, e seus cúmplices.

AJ
Redação AJISP
17 de julho de 2026 às 13:30 · há 1 h
Caso Richthofen: a trajetória da filha que arquitetou o assassinato dos pais
Caso Richthofen: a trajetória da filha que arquitetou o assassinato dos pais — Foto: G1

Em 31 de outubro de 2002, Suzane von Richthofen, então uma jovem estudante de direito de família abastada, orquestrou a morte de seus pais, Manfred e Marísia Albert von Richthofen, em sua residência em São Paulo. O crime foi executado com a colaboração de seu namorado na época, Daniel Cravinhos, e do irmão dele, Cristian Cravinhos, chocando o país pela crueldade e pelas circunstâncias envolvidas. O irmão mais novo de Suzane, Andreas, tinha 15 anos quando o crime ocorreu.

A relação entre Suzane e Daniel teve início no Parque do Ibirapuera, onde ele oferecia aulas de aeromodelismo, uma atividade que interessava Andreas. Inicialmente, o relacionamento foi aceito pela família Richthofen, com Daniel frequentando a casa e o sítio do casal. Contudo, conforme relatos da própria Suzane, a postura dos pais em relação ao namoro começou a mudar, o que, segundo investigações policiais, motivou o plano macabro.

Na noite do crime, Suzane levou o irmão Andreas para uma loja de jogos. Simultaneamente, Daniel e Cristian Cravinhos se esconderam no banco traseiro do carro. Ao retornar para casa, Suzane abriu a porta, desativou o sistema de alarme e deu o sinal para que os irmãos Cravinhos entrassem. Manfred e Marísia foram brutalmente atacados com barras de ferro enquanto dormiam em seus leitos.

As investigações ganharam corpo quando Cristian Cravinhos tentou comprar uma motocicleta utilizando dólares roubados do casal Richthofen durante o velório das vítimas, o que levou à sua prisão. A partir desse momento, a polícia começou a desvendar a trama criminosa. Poucos dias após a prisão de Cristian, os três envolvidos confessaram o assassinato.

Em 2006, Suzane von Richthofen e Daniel Cravinhos foram julgados e condenados a 39 anos de prisão cada um. Cristian Cravinhos recebeu uma pena de 38 anos. O caso, amplamente divulgado pela mídia, permanece como um dos episódios criminais de maior repercussão na história recente do Brasil. Andreas, irmão de Suzane, nunca mais permitiu qualquer tipo de contato com ela após o ocorrido.