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Empro demite dois servidores por justa causa após ataque hacker em Rio Preto

Decisão administrativa da Empresa Municipal de Tecnologia e Informação exonera funcionários denunciados pelo Ministério Público por envolvimento em invasão cibernética que paralisou sistemas da prefeitura por seis dias em 2025.

AJ
Redação AJISP
17 de julho de 2026 às 20:45 · há 1 h
Empro demite dois servidores por justa causa após ataque hacker em Rio Preto
Empro demite dois servidores por justa causa após ataque hacker em Rio Preto — Foto: G1

A Empresa Municipal de Tecnologia e Informação (Empro) de São José do Rio Preto (SP) demitiu por justa causa dois servidores públicos. A decisão, publicada no Diário Oficial do Município, é resultado do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apurou o envolvimento de Fernando Peres Pinheiro e Felipe Ponchio Garcia em um ataque cibernético ocorrido em 2025, que deixou os sistemas da prefeitura inoperantes por seis dias.

Assinado pelo diretor-presidente da Empro, Marco Antonio da Silva Rodrigues, o decreto de exoneração fundamenta-se em irregularidades apuradas no PAD. A nota da Empro à imprensa cita o "exercício de atividades empresariais concorrentes à Empro, bem como a utilização de recursos, estrutura e informações da empresa pública em benefício dessas atividades, em afronta aos deveres funcionais e às normas aplicáveis". Até a última atualização, o nome e a situação de um terceiro servidor denunciado pelo Ministério Público não haviam sido divulgados.

Os investigados foram denunciados pelo Ministério Público por associação criminosa, invasão de dispositivo informático qualificada e inserção de dados falsos em sistema de informações. O processo tramita em segredo de Justiça na Vara Regional das Garantias e será encaminhado para uma Vara Criminal. Segundo as investigações, os sistemas da prefeitura ficaram fora do ar por seis dias após serem bloqueados, e os hackers exigiram o pagamento de R$ 500 mil em moedas eletrônicas para liberar o acesso à rede.

Os três denunciados pelo MP foram alvos da Operação Caim, deflagrada pela Polícia Civil. Dois deles chegaram a ser presos temporariamente em outubro de 2025, mas tiveram a prisão revogada posteriormente, passando a responder em liberdade provisória. Medidas cautelares incluem a obrigação de manter endereço atualizado, comparecimento mensal ao Fórum, proibição de deixar a cidade sem autorização judicial e restrições de circulação em determinados horários e locais.

Dois dos investigados eram funcionários da Empro. Um deles estava afastado sem remuneração há dois anos, após solicitar licença para abrir uma empresa particular. Durante a Operação Caim, a Polícia Civil cumpriu dois mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão em imóveis localizados em condomínios de luxo na cidade. Equipamentos eletrônicos e celulares foram apreendidos e encaminhados para perícia. O ataque cibernético causou grande impacto nos serviços da administração municipal, levando à intervenção do Ministério Público.