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Fumaça de incêndios no Canadá gera alerta e afeta cidades americanas antes da final da Copa

A qualidade do ar no nordeste dos Estados Unidos deteriorou devido a mais de 800 focos de incêndio no Canadá, impactando metrópoles e levantando preocupações para atletas da Copa do Mundo.

AJ
Redação AJISP
18 de julho de 2026 às 00:08 · há 1 h
Fumaça de incêndios no Canadá gera alerta e afeta cidades americanas antes da final da Copa
Fumaça de incêndios no Canadá gera alerta e afeta cidades americanas antes da final da Copa — Foto: G1

Uma fumaça densa proveniente de extensos incêndios florestais no Canadá tem causado preocupação e alerta nas últimas semanas, especialmente no nordeste dos Estados Unidos. Cidades como Nova York, Chicago, Filadélfia e Washington DC foram cobertas por uma névoa que dificultou a visibilidade e impactou severamente a qualidade do ar, gerando um cenário atípico para milhões de americanos.

Mais de 800 incêndios florestais, concentrados principalmente na província de Ontário, no Canadá, são os responsáveis pela fuligem que se espalhou pelos Estados Unidos. O fenômeno é intensificado por um período de calor e seca acima da média na região canadense. Aproximadamente cem milhões de americanos, em 19 estados, estão sob alerta devido aos altos níveis de poluição atmosférica.

A situação gerou repercussão, inclusive política. O ex-presidente Donald Trump utilizou uma rede social para responsabilizar o Canadá pela fumaça, alegando prejuízos bilionários aos Estados Unidos e ameaçando impor tarifas ao país vizinho. Em meio ao cenário, a prefeitura de Nova York chegou a distribuir máscaras à população.

No âmbito esportivo, a preocupação se estende à final da Copa do Mundo, que terá treinos e partidas em Nova Jersey, estado vizinho a Nova York. Equipes como Argentina e Espanha estão se preparando para o evento, e a qualidade do ar levanta questões de saúde para os atletas. Especialistas ressaltam que, durante uma partida de futebol, a demanda por ar nos pulmões pode ser até três vezes maior do que em repouso, tornando a inalação de fuligem prejudicial ao organismo.

Na quinta-feira (16), a qualidade do ar em Nova York foi classificada como "muito prejudicial à saúde", equivalente à inalação de dez cigarros em partículas finas por quem passou o dia ao ar livre. Embora tenha havido uma leve melhora na sexta-feira (17), a previsão indicava um retorno ao patamar de "prejudicial à saúde" para o sábado (18). Meteorologistas ainda não conseguem prever as condições para o domingo (19), dia da final, dependendo da intensidade dos incêndios, da direção dos ventos e de possíveis tempestades.