Mãe é investigada por agressões contra filhos autista e bebê em Guarujá, SP
A Polícia Civil apura o caso de violência doméstica após denúncia de que a mulher, de 23 anos, teria agredido a filha de 5 anos, com TEA, e o filho de 1 ano e 10 meses.

A Polícia Civil de Guarujá, no litoral de São Paulo, iniciou uma investigação sobre um caso de violência doméstica envolvendo uma mulher de 23 anos e seus dois filhos: uma menina de 5 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e um bebê de 1 ano e 10 meses. As crianças apresentavam lesões, e a mãe, que nega as agressões, não foi presa em flagrante.
A investigação teve início no domingo (19) após a Polícia Militar receber uma denúncia informando que a mulher estaria agredindo os filhos em uma residência no bairro Perequê. Ao chegar ao local, os policiais encontraram a mãe em estado de confusão mental, com falas desconexas e comportamento que pode indicar um surto psicótico, o que levou ao isolamento da área e acionamento do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE).
Com a chegada do companheiro da mulher e pai do bebê, que auxiliou na entrada da equipe na residência, as crianças foram resgatadas. A mulher precisou ser contida com o apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi levada, junto com os filhos, para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Após atendimento médico, constatou-se que a menina de 5 anos apresentava traumatismo facial, hematomas ao redor dos olhos, inchaço, múltiplas escoriações e sangramento facial, lesões compatíveis com agressões recentes. O bebê tinha um ferimento em um dos dedos da mão esquerda. As crianças permaneceram em observação e foram posteriormente acolhidas institucionalmente pelo Conselho Tutelar.
Em depoimento, a mãe negou as agressões, apresentando versões contraditórias e confusas. Ela alegou perseguição por vizinhos e disse não saber como os filhos se machucaram, chegando a afirmar que o ferimento do menino teria sido causado por ele mesmo com uma faca. O companheiro da mulher, por sua vez, afirmou que nunca presenciou agressões e que ela sempre foi protetora com os filhos, embora tenha notado mudanças recentes em seu comportamento.
Apesar das lesões nas crianças e de estarem sob os cuidados da mãe no momento da ocorrência, a Polícia Civil optou por não prender a mulher em flagrante. A autoridade policial considerou que não havia testemunhas presenciais nem elementos suficientes para atribuir a autoria das agressões com a segurança jurídica necessária. A investigação prosseguirá com a análise de laudos médicos, perícias no imóvel, depoimentos de testemunhas e a avaliação da condição psíquica da mulher na data dos fatos.



