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Mineradora eleva projeção de terras raras em jazida no Sul de Minas para 1,6 bilhão de toneladas

Novos estudos geológicos indicam aumento de 6,67% na estimativa de argila iônica no Projeto Caldeira, em Caldas (MG), reforçando o potencial da região para elementos estratégicos.

AJ
Redação AJISP
18 de julho de 2026 às 08:00 · há 2 h
Mineradora eleva projeção de terras raras em jazida no Sul de Minas para 1,6 bilhão de toneladas
Mineradora eleva projeção de terras raras em jazida no Sul de Minas para 1,6 bilhão de toneladas — Foto: G1

A mineradora Meteoric anunciou uma revisão para cima na estimativa de argila iônica com terras raras no Projeto Caldeira, localizado em Caldas, Minas Gerais. A projeção atualizada eleva o potencial de 1,5 bilhão para 1,6 bilhão de toneladas, representando um acréscimo de 6,67% na jazida, conforme estudos geológicos recentes.

As terras raras são um grupo de 17 elementos minerais cruciais para tecnologias de transição energética e economia de baixo carbono. São empregadas na fabricação de ímãs permanentes para veículos elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos, equipamentos médicos e dispositivos de segurança global. O aumento na estimativa reflete um maior conhecimento da área a ser explorada e um aprofundamento nos dados geológicos da jazida.

A atualização dos estudos elevou os recursos medidos de 37 milhões para 128 milhões de toneladas de argila iônica. Recursos medidos são a porção de um depósito mineral onde a quantidade e a qualidade do minério são estimadas com alto grau de confiança, devido a extensos dados de sondagem e análises. Além disso, a jazida compreende cerca de 1,5 bilhão de toneladas de recursos indicados ou inferidos, que, embora com bom nível de conhecimento geológico, possuem menos detalhamento que os recursos medidos.

A Meteoric explicou que o progresso é resultado de uma ampla campanha de sondagens, que forneceu novas informações sobre a localização, a continuidade e as características do minério. Esses dados permitiram aperfeiçoar o modelo geológico do Projeto Caldeira e ampliar a base técnica para a conclusão do Estudo de Viabilidade Definitivo (DFS) da empresa, consolidando o Planalto de Poços de Caldas como um dos maiores depósitos mundiais de argilas iônicas com terras raras.

Com previsão de início das operações em 2028, o Projeto Caldeira explorará uma área de 425 hectares. A expectativa é processar 5 milhões de toneladas de argila iônica anualmente, resultando na produção de 15 mil toneladas de carbonato de terras raras por ano.

A metodologia de extração de terras raras da argila iônica será feita em uma mina a céu aberto, com mineração rasa e sem a utilização de explosivos. Este método visa minimizar os impactos ambientais e reduzir os custos operacionais. O sistema de escavação adotado será o backfill (preenchimento), que consiste em um ciclo contínuo de extração e recuperação ambiental, onde cavas antigas são preenchidas com a argila após a remoção das terras raras, enquanto novas cavas são abertas.