Piauí lidera em voluntários no maior estudo genético do Brasil com mais de 5 mil adesões
O Projeto gen-t do Brasil, que busca mapear a diversidade genética da população brasileira, consolida o Piauí como um dos estados com maior participação, ultrapassando 5 mil voluntários e sendo fundamental para o recorde de 30 mil participantes em todo o país.

O Projeto gen-t do Brasil, a maior iniciativa de mapeamento genético já realizada no país, registrou mais de 5 mil participantes no Piauí, consolidando o estado como um polo importante na pesquisa. Em âmbito nacional, o projeto já ultrapassou a marca de 30 mil voluntários e tem como meta atingir 200 mil pessoas nos próximos anos, visando formar o maior banco genético da América Latina.
Conduzido por cientistas brasileiros, o estudo tem como objetivo principal aprofundar o conhecimento sobre a diversidade genética da população. Essa compreensão é crucial para impulsionar o desenvolvimento de diagnósticos mais precisos, novos medicamentos e tratamentos mais eficazes. A urgência da iniciativa reside na necessidade de ampliar a representatividade em pesquisas genômicas, visto que a maior parte dos dados genéticos globais ainda se baseia em populações europeias.
No Nordeste, o Piauí e a Bahia são os estados que participam ativamente da coleta de dados, posicionando a região em um patamar estratégico dentro do projeto. Em Teresina, o recrutamento dos voluntários é feito em parceria com o Grupo Med Imagem. Maria do Carmo Martins, coordenadora do Centro de Pesquisa do Grupo Med Imagem, ressalta a relevância da miscigenação brasileira para o projeto. Segundo ela, conhecer as origens genéticas da população permite compreender melhor os riscos de doenças e desenvolver terapias personalizadas, adequadas à realidade do Brasil.
Para os participantes, o projeto oferece uma série de benefícios, incluindo acompanhamento médico anual gratuito. Este acompanhamento engloba a realização de exames laboratoriais, como hemograma, glicemia e colesterol, além de relatórios de saúde, como o risco cardiovascular. Além disso, a iniciativa proporciona análises de ancestralidade genética, revelando as diferentes origens que compõem o DNA dos brasileiros, com a entrega de um mapa de origens a partir do terceiro ano de participação.
O Dr. Felipe Scipião, gerente de ensino e pesquisa do Grupo Med Imagem, destaca que o avanço do projeto no Piauí demonstra o interesse da população em contribuir para pesquisas que podem revolucionar a saúde no futuro. Ele avalia que o forte engajamento do estado posiciona o Brasil no centro das pesquisas em medicina de precisão, gerando impactos potencialmente positivos para as próximas gerações. O Projeto gen-t, criado em 2021, reúne cientistas e especialistas em bioinformática de diversas regiões do país e prevê o acompanhamento dos voluntários por um período de cinco anos, integrando dados genéticos, clínicos e comportamentais.
As coletas de dados são realizadas na unidade Med Imagem Centro, em Teresina, por uma equipe treinada que segue rigorosos protocolos para garantir a segurança, a confidencialidade e o consentimento livre e informado, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e as normas éticas da pesquisa científica brasileira. Moradores de Teresina e região com 18 anos ou mais podem participar voluntariamente e gratuitamente. A inscrição é feita mediante agendamento da coleta online, preenchimento de um questionário de saúde e comparecimento ao local com jejum de 8 a 12 horas.



