Traumatismo craniano vitimou motorista de aplicativo em Ribeirão Preto, SP
José Edson da Silva, de 43 anos, foi morto por três adolescentes durante um assalto; viúva relata surpresa com o laudo que aponta agressões além do sufocamento.

A certidão de óbito do motorista de aplicativo José Edson da Silva, de 43 anos, vítima de um assalto seguido de morte em Ribeirão Preto (SP), indicou traumatismo craniano como a causa do falecimento. O crime, ocorrido na última semana, envolveu três adolescentes, com idades entre 13, 14 e 16 anos, que confessaram o ato à polícia.
Segundo informações das investigações, os adolescentes solicitaram uma corrida por aplicativo no bairro Salgado Filho, Zona Norte de Ribeirão Preto, e, durante o trajeto, atacaram José Edson. Eles relataram em depoimento que o motorista foi rendido com um golpe conhecido como 'mata-leão' e subsequentemente jogado no Rio Pardo com o intuito de roubar seu veículo.
Cristiane Ferreira dos Santos, viúva de José Edson, expressou seu choque e dor com a revelação da causa da morte. Ela esperava que o óbito tivesse sido causado apenas por sufocamento, conforme relato dos agressores à polícia. A descoberta do traumatismo craniano intensificou sua angústia, levando-a a questionar a crueldade do ato e o sofrimento adicional imposto ao marido.
José Edson ficou desaparecido por três dias antes de seu corpo ser encontrado no Rio Pardo na última sexta-feira (17). A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a vítima pode ter sido jogada ainda com vida no rio. O laudo completo do Instituto Médico Legal (IML) ainda não foi finalizado.
A viúva lamentou profundamente a violência sofrida pelo marido, descrevendo-o como uma pessoa que não fazia mal a ninguém e que estava apenas trabalhando honestamente para prover seu sustento. O impacto de tais crimes, que frequentemente ganham destaque na mídia, ressalta a vulnerabilidade de profissionais que atuam no transporte de passageiros em grandes centros urbanos.

