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Turista argentino sai do Brasil após denúncia de injúria racial na Bahia

Investigado por supostos gestos racistas durante a transmissão da Copa do Mundo em Morro de São Paulo, o homem embarcou para Buenos Aires horas após o incidente.

AJ
Redação AJISP
17 de julho de 2026 às 11:06 · há 1 h

Um turista argentino, apontado como autor de injúria racial em um restaurante de Morro de São Paulo, na Bahia, deixou o território brasileiro pouco após o ocorrido. O incidente, que envolveu supostos gestos racistas durante a transmissão de um jogo da Copa do Mundo, é agora objeto de investigação policial na Delegacia de Cairu.

As imagens que levaram à denúncia foram gravadas na quarta-feira (15). Elas mostram torcedores argentinos comemorando uma virada em partida contra a Inglaterra. Em dado momento, um dos torcedores se aproxima de um homem negro, funcionário do estabelecimento, e realiza gestos que a vítima classificou como racistas. O crime foi formalmente registrado no dia seguinte, quinta-feira (16), como injúria racial.

Registros de segurança indicam que o suspeito, que havia chegado ao Brasil em 10 de julho, deixou Morro de São Paulo por volta das 21h da quarta-feira. Câmeras subsequentes o flagraram atravessando o ferry-boat às 23h e, mais tarde, caminhando pelo Aeroporto de Salvador na madrugada de quinta-feira, por volta das 3h40. Ele conseguiu embarcar para Buenos Aires no intervalo entre a gravação do suposto ato e o registro oficial da denúncia.

Segundo o delegado Thiago Campos, responsável pela Delegacia de Cairu, a vítima estava de folga, assistindo ao jogo no local de trabalho. O ato foi filmado por outro funcionário, que acompanhava a partida e percebeu os gestos enquanto gravava a comemoração dos estrangeiros. A polícia prossegue com as averiguações para esclarecer as circunstâncias e responsabilidades.

Denúncias de injúria racial em ambientes públicos, como este, têm sido cada vez mais reportadas no Brasil, com campanhas de conscientização e legislação mais rigorosa para combater o preconceito. A agilidade na saída do suspeito do país, antes do registro formal da queixa, ressalta desafios enfrentados pelas autoridades em casos transnacionais.