Vale do Paraíba enfrenta veranico com temperaturas de até 30°C
Defesa Civil de São Paulo alerta para elevação da temperatura e baixa umidade do ar na região, com fenômeno meteorológico previsto até a próxima sexta-feira.

A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu um alerta para a ocorrência de um veranico no Vale do Paraíba e em grande parte do estado, com previsão de temperaturas acima da média e baixa umidade relativa do ar. O fenômeno, que deve se estender de sábado (18) a sexta-feira (24), chega após um período de temperaturas mais amenas na região, prometendo tardes mais quentes.
Segundo o órgão, um bloqueio atmosférico é o principal fator que favorecerá a predominância de tempo seco durante este período. As manhãs devem permanecer com temperaturas agradáveis, mas a tendência é de elevação significativa à tarde, resultando em uma maior amplitude térmica ao longo do dia, característico do veranico.
O meteorologista Guilherme Borges explicou que uma massa de ar quente é a responsável por essa alteração nas condições climáticas e pelo aumento das temperaturas na região. De acordo com Borges, a média histórica de julho em São José dos Campos, que é de aproximadamente 22°C, será superada, com termômetros marcando entre 25°C e 27°C, e picos que podem atingir 30°C em algumas localidades do Vale do Paraíba.
Além do calor intenso, a Defesa Civil também ressalta a preocupação com a baixa umidade relativa do ar. Há expectativa de que os níveis fiquem abaixo de 30% em diversas regiões do estado. Embora no Vale do Paraíba a umidade possa ser um pouco mais elevada, a situação geral aumenta o risco de problemas respiratórios e, principalmente, de incêndios em áreas de vegetação. A influência da massa de ar quente deve estender o período de tempo seco, potencializando o veranico e as condições de ar seco.
Diante do cenário, a Defesa Civil orienta a população a adotar medidas preventivas. Recomenda-se manter a hidratação constante, evitar a prática de atividades físicas nos horários de maior calor e, crucialmente, abster-se de realizar queimadas. Esta última medida é fundamental para mitigar o risco elevado de incêndios em vegetação, que se torna mais crítico com o tempo seco e as altas temperaturas.



