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Americanos cumprem quarentena por ebola em centro dos EUA no Quênia

Sete profissionais de saúde que atuaram na República Democrática do Congo estão em observação em instalação que é alvo de protestos e disputa judicial no país africano.

AJ
Redação AJISP
17 de julho de 2026 às 08:16 · há 1 h
Americanos cumprem quarentena por ebola em centro dos EUA no Quênia
Americanos cumprem quarentena por ebola em centro dos EUA no Quênia — Foto: G1

Sete trabalhadores humanitários norte-americanos que integravam a força-tarefa de combate ao ebola na República Democrática do Congo (RDC) estão cumprindo quarentena em uma unidade de isolamento no Quênia. A medida foi adotada após o governo dos Estados Unidos impor novas restrições de viagem, conforme revelou Franklin Graham, presidente da organização Samaritan’s Purse, responsável pelo grupo, à agência Reuters. Os profissionais são os primeiros a utilizar a estrutura, construída pelo governo americano.

A instalação, com capacidade para 50 leitos, foi erguida em uma base da Força Aérea do Quênia para receber cidadãos dos EUA potencialmente expostos ao vírus ebola na RDC ou em Uganda. No entanto, sua presença tem gerado forte oposição no Quênia, sendo inclusive alvo de uma disputa judicial e de protestos que resultaram na morte de um manifestante, evidenciando a tensão social em torno do projeto.

As novas diretrizes de Washington determinam que cidadãos americanos que retornam da RDC, onde há um surto ativo de ebola, devem permanecer 21 dias em um terceiro país antes de terem permissão para entrar nos Estados Unidos. Segundo Graham, apesar de os sete integrantes não apresentarem sintomas da doença, a quarentena foi imposta por determinação das autoridades quenianas.

Um representante do Departamento de Estado dos EUA informou à Reuters que o grupo, composto por profissionais que atuaram na linha de frente da resposta ao ebola, dirigiu-se voluntariamente para a instalação no Quênia para monitoramento preventivo e isolamento. Uma fonte com conhecimento do caso indicou que parte dos profissionais trabalhava diretamente no atendimento a pacientes infectados, enquanto outros exerciam funções sem contato direto, como atividades de construção. Há suspeita de um caso de exposição de alto risco, e a saúde de todos os integrantes está sendo monitorada ativamente.

As autoridades quenianas impuseram uma restrição ao grupo, não permitindo que os americanos deixem a instalação para viajar a outras regiões do país. A situação reflete a complexidade das medidas de contenção de surtos de doenças infecciosas em escala global, bem como os desafios diplomáticos e sociais envolvidos na implementação de tais protocolos em territórios estrangeiros.