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Azul-cobalto deve ser a cor dominante na Copa do Mundo Feminina de 2027

Consultoria WGSN aponta 'luminous blue' e 'energy orange' como tendências, refletindo a evolução do mercado esportivo e a maior visibilidade do futebol feminino.

AJ
Redação AJISP
17 de julho de 2026 às 06:00 · há 4 h
Azul-cobalto deve ser a cor dominante na Copa do Mundo Feminina de 2027
Azul-cobalto deve ser a cor dominante na Copa do Mundo Feminina de 2027 — Foto: G1

Após o rosa ter marcado presença nas chuteiras de jogadores na Copa do Mundo Masculina de 2026, a próxima grande tendência cromática para o futebol mundial aponta para o azul-cobalto. Segundo projeções da consultoria WGSN, um tom denominado "luminous blue", acompanhado pelo laranja "energy orange", deverá dominar o cenário de moda e tecnologia em 2027, influenciando diretamente a edição da Copa do Mundo Feminina.

A aposta no rosa, ou "electric fuchsia", para 2026, foi inicialmente feita pela WGSN em 2024. A nuance foi amplamente adotada por sua vivacidade e contraste com o gramado, além de não estar associada a nenhum time específico. Sofia Martinelli, pesquisadora sênior de tendências da WGSN no Brasil, ressalta que o uso do rosa por atletas masculinos também indica uma "desconstrução" de estereótipos.

A WGSN, uma empresa com equipe global que analisa tendências em diversas áreas do consumo – como sociedade, inovação, meio ambiente, política e criatividade –, divulgou suas projeções para 2027 em abril de 2025. O "azul luminoso", juntamente com outras cores como verde e rosa bebê, são esperados para o próximo ano, não apenas no esporte, mas também na moda e tecnologia. Martinelli adiciona que o azul vibrante tradicionalmente se alinha ao setor esportivo.

A expectativa é que a Copa do Mundo Feminina de 2027 seja a maior da história, impulsionando uma maior sinergia entre as jogadoras e o setor de moda e luxo, um fenômeno já observado com o jogador Haaland no mundial masculino de 2026. A influência das projeções de consultorias como a WGSN é significativa, pois grandes fabricantes de artigos esportivos, como Adidas, Nike e Puma (que preferiram não comentar lançamentos futuros), costumam acompanhar esses relatórios, transformando as previsões em tendências de mercado. A Skechers, porém, informou não possuir chuteiras femininas.

Fatores geopolíticos, econômicos e tecnológicos, como tarifas, custos de importação e mudanças em materiais, também são considerados pela WGSN em suas análises. A consultoria busca traduzir sinais de comportamento em direcionamentos práticos para diversos setores. A cor do mundial masculino de 2030, por exemplo, só será definida em 2028, após a conclusão da pesquisa específica da WGSN para aquela edição.

Entre os modelos de chuteiras que já exibem o azul e toques de laranja e que podem ser encontrados no mercado estão Adidas F50 Sparkfusion Club, Mizuno Alpha Select, New Balance Tekela Team Low Laced V5, Nike Mercurial Vapor 16 Club, Penalty ATF Américas IX, Skechers SKX 2 e Umbro Football Society Azul. Os preços desses itens variam de R$180 a R$500.