Golpes virtuais disparam no noroeste de SP, com mais de 2,3 mil ocorrências em Araçatuba
Fraudes como falso advogado, funcionário de banco e clonagem de cartão se multiplicam na região, seguindo tendência estadual que já atingiu 30 milhões de paulistas com tentativas de golpe.

O noroeste do estado de São Paulo tem registrado um aumento significativo nos golpes virtuais, com destaque para Araçatuba, onde a Polícia Civil contabilizou mais de 2,3 mil ocorrências entre janeiro e maio deste ano. As fraudes são variadas, incluindo o golpe do falso advogado, do falso funcionário de banco, o golpe do PIX e a clonagem de cartões.
Este cenário reflete uma tendência observada em todo o estado. Segundo pesquisa da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) de 2025, nove em cada dez paulistas, o equivalente a cerca de 30 milhões de pessoas, já foram alvo de pelo menos uma tentativa de golpe digital. Recentemente, uma aposentada de 62 anos em Rio Preto perdeu cerca de R$ 100 mil ao ser enganada por criminosos que se passaram por sua advogada e por um promotor de Justiça. Em Araçatuba, outra mulher perdeu mais de R$ 66 mil após cair no golpe do falso advogado via WhatsApp.
O delegado seccional de Araçatuba, Getúlio Nardo, aponta que os criminosos adaptam constantemente suas táticas, buscando o 'dinheiro fácil' com baixo risco, diferentemente de assaltos físicos. Ele ressalta que as vítimas tendem a agir por impulso, sob a manipulação dos golpistas, que criam situações de urgência. O perfil das vítimas, antes mais associado a idosos, tem se tornado mais abrangente, incluindo adolescentes e profissionais.
Para prevenir-se, as autoridades recomendam desconfiar de contatos inesperados por telefone ou mensagem. Bancos nunca solicitam senhas, chaves PIX ou pedem para realizar transferências para 'testar' sistemas. É crucial não clicar em links suspeitos, verificar a autenticidade de pedidos de dinheiro de familiares por meio de ligações diretas e nunca permitir acesso remoto ao celular por terceiros. Em caso de dúvidas sobre supostos funcionários de banco, o contato deve ser encerrado e a instituição financeira procurada pelos canais oficiais.
Entre os casos noticiados em 2026, uma empresária de São José do Rio Preto perdeu R$ 164 mil após receber uma ligação de um falso funcionário de banco, e um médico da mesma cidade perdeu R$ 88,9 mil pelo golpe do falso gerente. Um idoso de Fernandópolis perdeu R$ 10 mil no 'golpe do falso prêmio', onde criminosos prometem ganhos de loteria em troca de transferências.


