Brasil

Homem flagrado escondendo celular em banheiro feminino em Santos repetia delito anterior

Investigado por supostamente filmar mulheres em sanitário de prédio comercial, indivíduo já havia sido levado à delegacia em 2022 por ação similar em fast food; polícia apura motivações e possíveis novas vítimas.

AJ
Redação AJISP
17 de julho de 2026 às 08:26 · há 1 h
Homem flagrado escondendo celular em banheiro feminino em Santos repetia delito anterior
Homem flagrado escondendo celular em banheiro feminino em Santos repetia delito anterior — Foto: G1

Um homem de 21 anos foi novamente investigado após ser flagrado escondendo um aparelho celular em um banheiro feminino de um prédio comercial em Santos, litoral paulista, com o objetivo de gravar mulheres. O incidente ocorre dois anos após o mesmo indivíduo ter sido denunciado e liberado por prática semelhante em um estabelecimento de fast food na mesma cidade, em 2022.

Na recente ocorrência, duas mulheres descobriram o celular no banheiro para pessoas com deficiência, posicionado sob a pia com a câmera direcionada para o vaso sanitário. O caso, registrado na semana passada, é apurado pelo 3º Distrito Policial de Santos. A identificação do suspeito foi possível por meio de imagens de câmeras de segurança do edifício que o registraram acessando o local.

Em depoimento, o homem confessou a autoria, alegando receber acompanhamento psicológico e psiquiátrico para tratar um comportamento voyeurístico. Ele relatou consumo excessivo de pornografia anterior e manifestou atração por observar a intimidade de terceiros sem consentimento. O investigado mencionou que medicações psiquiátricas podem ter causado lapsos de memória, levando-o a não se recordar de como o aparelho foi parar no local.

O delegado Wagner Camargo Gouveia, responsável pelo caso, informou que câmeras registraram o homem entrando repetidamente no banheiro feminino. O aparelho apreendido continha horas de gravações, indicando a possibilidade de existirem outras vítimas além das que registraram a ocorrência. A Polícia Civil investiga se as filmagens teriam sido realizadas apenas para satisfação pessoal ou se seriam destinadas à comercialização em sites pornográficos.

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência e no prédio comercial do investigado, foram apreendidos um celular, um computador, um notebook e quatro simulacros de arma de fogo. O suspeito forneceu as senhas dos dispositivos, permitindo o acesso ao conteúdo e a realização de perícias técnicas para auxiliar nas investigações. O crime de registro não autorizado da intimidade sexual, segundo a Polícia Civil, não prevê prisão imediata, com pena que varia de seis meses a um ano, além de multa, por ser considerado uma infração de menor potencial ofensivo.