Homem flagrado escondendo celular em banheiro feminino em Santos repetia delito anterior
Investigado por supostamente filmar mulheres em sanitário de prédio comercial, indivíduo já havia sido levado à delegacia em 2022 por ação similar em fast food; polícia apura motivações e possíveis novas vítimas.

Um homem de 21 anos foi novamente investigado após ser flagrado escondendo um aparelho celular em um banheiro feminino de um prédio comercial em Santos, litoral paulista, com o objetivo de gravar mulheres. O incidente ocorre dois anos após o mesmo indivíduo ter sido denunciado e liberado por prática semelhante em um estabelecimento de fast food na mesma cidade, em 2022.
Na recente ocorrência, duas mulheres descobriram o celular no banheiro para pessoas com deficiência, posicionado sob a pia com a câmera direcionada para o vaso sanitário. O caso, registrado na semana passada, é apurado pelo 3º Distrito Policial de Santos. A identificação do suspeito foi possível por meio de imagens de câmeras de segurança do edifício que o registraram acessando o local.
Em depoimento, o homem confessou a autoria, alegando receber acompanhamento psicológico e psiquiátrico para tratar um comportamento voyeurístico. Ele relatou consumo excessivo de pornografia anterior e manifestou atração por observar a intimidade de terceiros sem consentimento. O investigado mencionou que medicações psiquiátricas podem ter causado lapsos de memória, levando-o a não se recordar de como o aparelho foi parar no local.
O delegado Wagner Camargo Gouveia, responsável pelo caso, informou que câmeras registraram o homem entrando repetidamente no banheiro feminino. O aparelho apreendido continha horas de gravações, indicando a possibilidade de existirem outras vítimas além das que registraram a ocorrência. A Polícia Civil investiga se as filmagens teriam sido realizadas apenas para satisfação pessoal ou se seriam destinadas à comercialização em sites pornográficos.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência e no prédio comercial do investigado, foram apreendidos um celular, um computador, um notebook e quatro simulacros de arma de fogo. O suspeito forneceu as senhas dos dispositivos, permitindo o acesso ao conteúdo e a realização de perícias técnicas para auxiliar nas investigações. O crime de registro não autorizado da intimidade sexual, segundo a Polícia Civil, não prevê prisão imediata, com pena que varia de seis meses a um ano, além de multa, por ser considerado uma infração de menor potencial ofensivo.


