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Impeachment de ministros do STF domina debate entre pré-candidatos ao Senado gaúcho

Oito aspirantes ao Senado pelo Rio Grande do Sul confrontaram visões sobre a atuação da Suprema Corte, a dívida estadual e o ambiente de negócios durante encontro promovido em Porto Alegre.

AJ
Redação AJISP
20 de julho de 2026 às 21:54 · há 10 h
Impeachment de ministros do STF domina debate entre pré-candidatos ao Senado gaúcho
Impeachment de ministros do STF domina debate entre pré-candidatos ao Senado gaúcho — Foto: G1

Oito pré-candidatos ao Senado Federal pelo Rio Grande do Sul debateram, nesta segunda-feira (20), temas cruciais para o estado e o país, com destaque para a discussão sobre o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O evento foi promovido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-RS) em sua sede na capital gaúcha, Porto Alegre, e contou com a participação de Frederico Antunes (PSD), Germano Rigotto (MDB), Manuela d'Ávila (PSOL), Marcel Van Hattem (Novo), Milton Cardoso (PSDB), Paulo Pimenta (PT), Renato Jaguarão (Cidadania) e Ubiratan Sanderson (PL).

Entre os assuntos abordados, além da Suprema Corte, estiveram a renegociação da dívida do Rio Grande do Sul com a União, o fomento ao ambiente de negócios e à geração de empregos, as propostas para a reforma tributária e o fim da escala de trabalho 6x1. O Senado Federal, conforme a Constituição, detém a prerrogativa de iniciar processos por crimes de responsabilidade contra o Presidente da República e os ministros do STF.

A questão da Suprema Corte, contudo, emergiu como o ponto central das discussões. Alguns pré-candidatos defenderam abertamente o impeachment de ministros e fizeram diversas acusações. Outros, por sua vez, argumentaram que um senador gaúcho deveria focar em pautas mais diretamente ligadas aos problemas e necessidades da população do estado.

Frederico Antunes (PSD) defendeu a punição daqueles que 'saem das linhas' e a busca por mais fundos constitucionais para o RS. Germano Rigotto (MDB) criticou a invasão de competências pelo STF e o alto volume de emendas parlamentares do Congresso, além de apontar para um Executivo com gastos elevados. Milton Cardoso (PSDB) e Ubiratan Sanderson (PL) foram mais enfáticos na defesa do impeachment, com Cardoso manifestando o objetivo de 'resgatar o papel do Senado' e 'retirar a esquerda do poder', enquanto Sanderson disse que não hesitaria em 'dar impeachment em ministro abusador' e investigaria corrupção. Marcel van Hattem (Novo) também se posicionou favorável ao impeachment e propôs novas formas de indicação de ministros para o STF, criticando a qualidade das indicações e das sabatinas atuais.

Em contraponto, Manuela d'Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT) buscaram desviar o foco do Judiciário. Manuela ressaltou que o Senado deve focar em 'soluções para problemas cotidianos', enquanto Pimenta classificou a discussão sobre o STF como 'falsa polêmica', argumentando que a população está mais preocupada com saúde, educação e segurança. Renato Jaguarão (Cidadania) criticou o que chamou de 'judicialização da política', afirmando que o Judiciário tem legislado e que o Senado se omitiu diante de supostos escândalos envolvendo ministros do Supremo.