Infestação de cupins em condomínio: saiba quem arca com a descupinização
A responsabilidade pelo custo do tratamento de cupins em condomínios e apartamentos varia conforme o local da infestação, sua origem e as áreas afetadas, exigindo análise técnica em muitos casos.

A descoberta de uma infestação de cupins em condomínios residenciais levanta a questão sobre a responsabilidade financeira da descupinização: o morador ou o próprio condomínio? A definição do responsável depende de fatores como o local exato da praga, a sua origem e as áreas atingidas, frequentemente demandando uma avaliação técnica para determinar a quem cabe o custo.
Especialistas alertam para a necessidade de prontidão diante da identificação de cupins, visto que a demora pode agravar os danos. Conforme Assis, da Cupins SP, a discussão sobre a responsabilidade não deve atrasar a ação de combate à praga, sendo crucial identificar a origem o mais rápido possível para conter o avanço dos insetos.
A responsabilidade recai sobre o morador quando a infestação está confinada à sua unidade e afeta bens particulares, como móveis planejados, guarda-roupas, estantes ou outros objetos de madeira, sem ligação com as áreas comuns do edifício. Nesses cenários, o tratamento é geralmente conduzido e custeado pelo proprietário ou morador do imóvel.
Por outro lado, o condomínio pode ser responsabilizado quando os cupins atingem áreas ou estruturas de uso comum, como telhados, forros compartilhados, salões de festas, portarias, áreas técnicas, jardins ou estruturas de madeira coletivas. Se a infestação se origina nesses espaços e se espalha para os apartamentos, o condomínio pode ser incumbido do tratamento.
A identificação da origem da infestação nem sempre é simples, uma vez que os cupins podem se deslocar por longas distâncias utilizando paredes, conduítes e outras estruturas ocultas. Uma vistoria técnica é, portanto, essencial. O Código Civil estabelece a responsabilidade do condomínio pela manutenção das áreas comuns, enquanto os proprietários são incumbidos da conservação de suas unidades. Em situações de dúvida, síndicos e administradoras costumam solicitar laudos especializados para embasar a decisão.
Cupins em apartamentos são mais comuns do que se imagina, podendo ser introduzidos por móveis contaminados, estruturas de madeira das unidades, caixas de papelão ou mesmo por áreas comuns do condomínio. Em edifícios mais antigos, a atenção deve ser redobrada, pois uma única colônia pode se espalhar por diversas unidades sem sinais evidentes. A avaliação ampla da situação por síndicos e administradoras é recomendada para evitar a proliferação da praga e o consequente aumento dos prejuízos.
A recomendação é não tardar na solução do problema. Empresas especializadas oferecem soluções para eliminar os cupins, destacando que os danos podem ser irreversíveis, como apodrecimento de madeira, formação de ninhos em instalações elétricas, perda de documentos e até risco de curto-circuito.


