Mulher é presa por golpe do 'Boa Noite, Cinderela' contra idoso em SP
Suspeita de 35 anos causou prejuízo de mais de R$ 14,5 mil à vítima, de 77 anos, após encontro arranjado por aplicativo de namoro. O crime ocorreu em julho, em Praia Grande.

Uma mulher de 35 anos foi detida sob suspeita de aplicar o golpe conhecido como 'Boa Noite, Cinderela' em um idoso de 77 anos, em Praia Grande, no litoral paulista. O incidente, que resultou em um prejuízo superior a R$ 14,5 mil por meio de transferências via Pix e um empréstimo bancário, ocorreu em julho deste ano. A prisão da suspeita foi efetuada pela Polícia Civil na manhã da última terça-feira (21), em Barueri, na Grande São Paulo.
De acordo com informações da Polícia Civil, por meio do 3º Distrito Policial de Praia Grande, a investigação aponta que o idoso e a mulher se conheceram por intermédio de um aplicativo de relacionamentos. Após aproximadamente três meses de conversas, ambos agendaram um encontro na residência da vítima, em Praia Grande.
Ainda segundo o relato policial, durante a visita, a mulher teria oferecido um copo de água ao homem. Após ingerir a bebida, a vítima perdeu a consciência, só acordando no dia seguinte. O idoso percebeu então o desaparecimento de seu aparelho celular e de outros itens não especificados. Ao verificar sua conta bancária, ele constatou diversas movimentações financeiras suspeitas, incluindo um empréstimo de R$ 11 mil e múltiplas transferências via Pix.
As investigações subsequentes levaram à identificação da mulher, que foi reconhecida pela vítima. Diante das provas coletadas, a corporação solicitou a prisão preventiva da suspeita, que foi devidamente autorizada pela Justiça. A imagem da mulher foi divulgada pelas autoridades, porém com edições para preservar sua identidade. Na delegacia, a investigada admitiu ter colocado um sedativo na bebida do idoso, alegando que ele teria se 'exaltado' durante o encontro. Ela também afirmou complementar sua renda como acompanhante e que foi à Baixada Santista para conhecer o idoso pessoalmente. Contudo, apresentou uma versão divergente sobre as transferências bancárias, em comparação com o apurado pela investigação.
A mulher permanece à disposição da Justiça. As autoridades continuam as investigações para determinar se há o envolvimento de outras pessoas no crime ou se houve beneficiários das transações financeiras. Sobre o caso, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) não se pronunciou até a última atualização desta reportagem.
