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EUA propõem junho de 2027 para julgamento de Nicolás Maduro

O Departamento de Justiça americano sugeriu data para o início do processo contra o ex-chefe de Estado venezuelano, que enfrenta acusações de tráfico de drogas em solo dos EUA.

AJ
Redação AJISP
22 de julho de 2026 às 00:12 · há 1 h

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos propôs nesta terça-feira (21) que o julgamento criminal de Nicolás Maduro, ex-líder da Venezuela, por alegações de tráfico de drogas, tenha início em junho de 2027. Maduro foi detido em Caracas por agentes americanos em 3 de janeiro, durante uma ação na Venezuela, sendo levado posteriormente para Nova York. Na cidade, ele é acusado de colaborar com grupos guerrilheiros e cartéis para o envio de cocaína aos EUA.

A esposa do ex-ditador, Cilia Flores, também foi detida e responde a acusações criminais nos EUA. Ambos passaram por uma audiência inicial dias após a prisão. Na ocasião, Maduro se declarou um "prisioneiro de guerra". Uma nova audiência para o casal está agendada para esta quarta-feira (22) em um tribunal de Nova York.

Maduro permanece custodiado no Metropolitan Detention Center, uma penitenciária federal conhecida por abrigar detentos de alto perfil e por suas condições rigorosas. Ele está em uma cela individual e não possui acesso à internet ou a jornais. Em março, uma fonte do governo venezuelano informou à agência AFP que Maduro tem se dedicado à leitura da Bíblia e é tratado como "presidente" nos corredores da instituição. Ele tem permissão para realizar chamadas telefônicas com familiares e advogados, com duração máxima de 15 minutos por ligação.

A defesa de Nicolás Maduro está a cargo de Barry Pollack, o mesmo advogado que representou Julian Assange, fundador do WikiLeaks, e que auxiliou em sua libertação. Pollack já protocolou um pedido para o arquivamento do processo contra Maduro, argumentando que houve interferência do governo americano no pagamento de honorários advocatícios.

Para a equipe jurídica de defesa, a exigência do governo americano viola direitos constitucionais do ex-líder venezuelano. A complexidade do caso e as implicações políticas são fatores que contribuem para a extensão do processo judicial.

As acusações contra Maduro e Flores estão inseridas em um contexto mais amplo de esforços dos Estados Unidos para combater o tráfico de drogas e influenciar a política na América Latina. O caso tem repercussões internacionais significativas, envolvendo relações diplomáticas e questões de soberania.

A proposta de data para o julgamento sinaliza a intenção das autoridades americanas de dar prosseguimento ao processo, que se projeta como moroso e de alta complexidade jurídica e política.