Clínicas odontológicas interditadas em Salvador por irregularidades sanitárias
Operação conjunta da Polícia Civil, Vigilância Sanitária e CRO fiscalizou estabelecimentos após denúncia de paciente, revelando condições precárias e profissionais irregulares em diversas unidades da capital baiana.

Sete clínicas e consultórios odontológicos de Salvador foram alvo de interdição parcial ou total nesta terça-feira (21), durante a operação "Sorriso Seguro". A ação, conduzida pela Polícia Civil em parceria com a Vigilância Sanitária Municipal e o Conselho Regional de Odontologia (CRO), cumpriu dez mandados de busca e apreensão em estabelecimentos de sete bairros da capital baiana. Duas clínicas foram completamente fechadas e cinco tiveram o funcionamento parcialmente suspenso devido a graves irregularidades sanitárias e operacionais.
A investigação teve início a partir da denúncia de uma paciente que sofreu complicações após um procedimento. Nos locais fiscalizados, as equipes encontraram condições inadequadas de higiene, equipamentos em mau estado de conservação ou improvisados, e produtos com data de validade vencida. Em alguns casos, identificou-se a reutilização de materiais descartáveis e a utilização de embalagens alteradas para produtos, evidenciando riscos à saúde dos pacientes.
Duas clínicas, localizadas nos bairros de São Caetano e Plataforma, foram completamente interditadas. As unidades que tiveram o funcionamento parcialmente afetado estão em Sussuarana, Periperi, Paripe, Matatu e na região central da cidade. Foi constatado que três das clínicas interditadas pertencem à mesma rede, o que sugere um padrão de irregularidades dentro do mesmo grupo empresarial.
O delegado Felipe Mota, responsável pela operação, destacou as diversas violações encontradas: "Produtos vencidos, profissionais não regulamentados, alguns produtos com embalagens em outros frascos. A Vigilância nos deu esse apoio, junto com o Conselho Regional de Odontologia, para verificar essas irregularidades, [como] ocorrências de lesão corporal, propaganda enganosa e outros crimes contra o consumidor".
Além das condições sanitárias, a fiscalização abrangou a checagem de prontuários, contratos com pacientes, documentação dos responsáveis técnicos e a habilitação dos profissionais envolvidos nos procedimentos. Todo o material apreendido, incluindo os itens descartáveis que estavam sendo reutilizados, será submetido a análise e integrará a fase de investigação para apurar a extensão dos crimes e responsabilidades.
