Rock in Rio 2026: Cidade do Rock terá porte populacional de município brasileiro
Estrutura na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, se prepara para receber 130 mil pessoas diariamente, superando a população de 94% das cidades do país e impactando a economia local em R$ 3,3 bilhões.

A Cidade do Rock, palco do Rock in Rio 2026, está em fase final de montagem na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, com projeção de receber cerca de 130 mil pessoas por dia, entre público e trabalhadores. Esse volume diário de visitantes e profissionais a posiciona com uma "população" superior à de aproximadamente 94% dos municípios brasileiros. O festival ocorrerá nos dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro, com mais de 1,3 mil artistas em 190 apresentações.
Construída em uma área de 385 mil metros quadrados, equivalente a 54 campos de futebol, a Cidade do Rock contará com infraestrutura robusta. As atrações confirmadas incluem nomes como Foo Fighters, Elton John, Maroon 5, Stray Kids, Calvin Harris, Gilberto Gil, Twenty One Pilots e Ivete Sangalo, com 45 shows internacionais. O Palco Mundo, por exemplo, terá 107 metros de largura e 2,4 mil metros quadrados de painéis de LED, enquanto o Palco Sunset medirá 93 metros de largura e 27,5 metros de altura.
Atualmente, cerca de 600 trabalhadores atuam na montagem das estruturas, que incluem 120 quilômetros de cabos elétricos e 65,8 toneladas de infraestrutura. A expectativa é de um salto tecnológico, com 5.136 metros quadrados de painéis de LED, o dobro da edição anterior, além de 90 mil metros quadrados de grama sintética, 1.314 banheiros e 168 bebedouros. Ana Deccache, diretora de Marketing do Rock in Rio, ressaltou a emoção da fase de montagem, onde as estruturas começam a ganhar forma e preparam a experiência do público.
Além dos palcos Mundo e Sunset, outros espaços como o New Dance Order, Espaço Favela e Supernova também estão sendo preparados com cenografias específicas. O Global Village, uma das áreas mais adiantadas, ocupará 6 mil metros quadrados e apresentará referências arquitetônicas e culturais de diversas partes do mundo, incluindo construções inspiradas em cidades como Barcelona e elementos da Índia, Níger e Brasil, combinando música, gastronomia e arquitetura.
Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) estima que o Rock in Rio movimente R$ 3,3 bilhões na economia do Rio de Janeiro e gere aproximadamente 34 mil empregos. A organização também ampliou sua política de sustentabilidade, em parceria com a Axia Energia, compensando as emissões de carbono não só dentro da Cidade do Rock, mas também as relacionadas ao deslocamento do público, fornecedores e funcionários. Esta iniciativa visa compensar cerca de 50 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂), por meio de créditos de carbono, certificados de energia renovável, plantio de 15 mil mudas e doação de mais de 1 milhão de sementes.


