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Rodoviários da Monte Cristo bloqueiam vias em Belém; paralisação chega ao 3º dia

Motoristas e cobradores da empresa Monte Cristo interditaram trechos importantes da capital paraense, incluindo a Almirante Barroso e Senador Lemos, em protesto por salários e benefícios atrasados, impactando o transporte público.

AJ
Redação AJISP
22 de julho de 2026 às 21:01 · há 1 h

A paralisação dos rodoviários da Auto Viação Monte Cristo, em Belém, alcançou seu terceiro dia nesta quarta-feira (22), gerando transtornos significativos no transporte público da capital paraense. Pela manhã, trabalhadores bloquearam um segmento da avenida Almirante Barroso, uma das principais artérias da cidade, no sentido Entroncamento, a partir da travessa Enéas Pinheiro.

A interdição na Almirante Barroso resultou em congestionamento e atrasos para motoristas e passageiros. Conforme relatos da TV Liberal, o tráfego era liberado a cada cinco minutos exclusivamente para a faixa do BRT. As manifestações impactaram a circulação de, pelo menos, oito linhas de ônibus.

Após o protesto na Almirante Barroso, os rodoviários deslocaram-se para a avenida Senador Lemos, onde se situa a sede da Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (Segbel). Neste local, apenas uma faixa permaneceu disponível para o tráfego, forçando os condutores a buscar rotas alternativas.

A principal pauta da categoria é o recebimento de três meses de salários, além de vale-alimentação e férias atrasadas. O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Belém (Sintrebel) confirmou que a paralisação se deve à ausência de pagamento desses direitos trabalhistas.

Em resposta, a Segbel informou que as questões salariais e de benefícios dos funcionários da Monte Cristo são de responsabilidade da empresa e do sindicato patronal, por se enquadrarem como relações trabalhistas. Adicionalmente, a secretaria comunicou que deu início ao processo de cassação das ordens de serviço da Monte Cristo. Esta medida, segundo a Segbel, está em fase avançada e visa garantir a continuidade do serviço.

Paralelamente, a Segbel está selecionando outras empresas para assumir as linhas operadas pela Monte Cristo, com o objetivo de assegurar a oferta de transporte público e minimizar os impactos aos usuários durante o período de transição. O g1, por sua vez, procurou o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel) para obter um posicionamento sobre a situação, aguardando um retorno até a última atualização da reportagem.