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Suspeito de duplo homicídio no DF segue preso; Justiça converte flagrante em preventiva

Evandro Gabriel Ferreira é mantido em prisão preventiva após audiência de custódia, sendo acusado de matar um casal a tiros em um condomínio na Ponte Alta do Gama.

AJ
Redação AJISP
19 de julho de 2026 às 19:11 · há 18 h
Suspeito de duplo homicídio no DF segue preso; Justiça converte flagrante em preventiva
Suspeito de duplo homicídio no DF segue preso; Justiça converte flagrante em preventiva — Foto: G1

A Justiça do Distrito Federal decidiu manter a prisão de Evandro Gabriel Ferreira, de 60 anos, suspeito de assassinar Rayane Lins Farias Campos, de 38 anos, e Leonardo de Oliveira Campos, de 42 anos, em um condomínio na Ponte Alta do Gama. A prisão em flagrante, ocorrida na sexta-feira (17), foi convertida em prisão preventiva durante audiência de custódia realizada neste sábado (18).

O casal foi encontrado sem vida na manhã de sexta-feira (17) no quintal da casa onde prestavam serviço de limpeza, após o pai de uma das vítimas notar a ausência e ir procurá-los. Vizinhos relataram ter ouvido disparos de arma de fogo por volta das 15h da quinta-feira (16). O suspeito foi detido na residência vizinha ao local onde os corpos foram achados, e uma arma foi apreendida.

A decisão judicial destacou a gravidade dos fatos imputados, que envolvem, em tese, a prática de duplo homicídio qualificado. O juiz considerou que, nesta fase da investigação, já existem provas da materialidade do crime e indícios suficientes da autoria para justificar a manutenção da prisão preventiva, visando a garantia da ordem pública.

Evandro Gabriel Ferreira possui histórico criminal, com passagens por ameaça, violência doméstica, tentativa de homicídio e homicídio. O delegado Paulo Fortini, da 20ª Delegacia de Polícia Civil, informou que o suspeito já tinha histórico de desavenças com vizinhos do condomínio. A motivação do crime ainda está sob investigação.

Rayane Lins Farias Campos era servidora da Prefeitura de Santo Antônio do Descoberto, em Goiás, que lamentou sua morte. O casal não residia no local do crime, apenas trabalhava na propriedade. Ambos deixam uma filha. A área foi isolada para permitir a coleta de provas e a continuidade da investigação pela 20ª Delegacia de Polícia.