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Mulher filipina grávida é resgatada de cárcere privado em São Paulo

Vítima teve documentos retidos pelo companheiro na Zona Norte da capital paulista; agressor está foragido e as investigações seguem em andamento.

AJ
Redação AJISP
21 de julho de 2026 às 17:14 · há 8 h
Mulher filipina grávida é resgatada de cárcere privado em São Paulo
Mulher filipina grávida é resgatada de cárcere privado em São Paulo — Foto: G1

Uma mulher filipina grávida foi resgatada pela Polícia Militar na manhã desta terça-feira (21) de um cárcere privado na Rua Voluntários da Pátria, Zona Norte de São Paulo. Ela era mantida em cativeiro pelo companheiro, que reteve seu passaporte, Registro Nacional Migratório (RNM) e outros documentos pessoais, impedindo-a de sair de casa. O agressor, cuja nacionalidade não foi divulgada, encontra-se foragido.

O resgate ocorreu após uma denúncia anônima ao Disque Denúncia, complementada por informações fornecidas pela família da vítima, que reside nos Estados Unidos. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram a mulher, grávida de aproximadamente seis meses, e seu filho de quatro anos de idade. Um advogado contratado pelos familiares acompanha o caso para auxiliar no contato com as autoridades brasileiras.

Após ser libertada, a mulher foi encaminhada, juntamente com a criança, à 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). No local, ela recebeu acolhimento de policiais militares especializadas no atendimento a mulheres em situação de violência e foram adotadas as medidas de polícia judiciária, proteção e assistência previstas em lei. A ocorrência segue em processo de investigação para localizar o agressor e esclarecer todos os fatos.

Dados apresentados pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania indicam um aumento de 10% nas denúncias de cárcere privado no estado de São Paulo. Entre janeiro e maio de 2026, foram registradas 697 denúncias de mulheres em cárcere privado, resultando em 930 violações de direitos. As vítimas mais afetadas foram mulheres entre 80 e 84 anos (167 violações), seguidas pelas faixas etárias de 70 a 74 anos (118 violações) e 50 a 54 anos (87 violações).

Para denúncias ou suspeitas de segurança, canais como a Polícia Militar (190), Disque Denúncia (181), Central de Atendimento à Mulher (180), e Disque 100 dos Direitos Humanos estão disponíveis. É também possível registrar boletim de ocorrência presencialmente em qualquer Delegacia de Polícia Civil.