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Trump avalia intervenção militar no Mali contra grupo ligado à Al-Qaeda

Governo dos EUA considera ação para combater o Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin, uma proposta que divide opiniões dentro da administração e levanta preocupações sobre atritos com a Rússia.

AJ
Redação AJISP
23 de julho de 2026 às 01:31 · há 1 h
Trump avalia intervenção militar no Mali contra grupo ligado à Al-Qaeda
Trump avalia intervenção militar no Mali contra grupo ligado à Al-Qaeda — Foto: G1

A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está analisando a possibilidade de uma operação militar no Mali. O alvo seria um grupo extremista islâmico com laços com a Al-Qaeda, conforme reportado pelo jornal Washington Post nesta quarta-feira (22). A proposta, no entanto, ainda não obteve consenso entre os membros do governo americano e aguarda aprovação oficial.

O grupo em questão, Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), é apontado como o principal objetivo de uma eventual intervenção. O Mali tem sido palco de crescentes atos de violência perpetrados por jihadistas. Desde o golpe militar de 2021, o país é governado por uma junta que rompeu laços com o Ocidente e estreitou relações com a Rússia, empregando mercenários para enfrentar os insurgentes.

Nesse cenário de instabilidade, o JNIM se consolidou como a facção extremista mais bem armada na região do Sahel, a área semiárida ao sul do Deserto do Saara. O grupo tem expandido seus ataques para países da costa da África Ocidental e disputa influência com uma ramificação do Estado Islâmico. Nos últimos meses, o JNIM realizou ataques coordenados em diversas localidades do Mali, inclusive na capital, Bamako, e tomou uma cidade estratégica no norte após confrontos com as forças malinesas e russas.

Uma possível operação dos Estados Unidos no Mali poderia intensificar as tensões já existentes entre militares americanos e russos. A Rússia mantém presença no país através de um grupo ligado ao seu Ministério da Defesa. Questionado sobre o assunto, o Departamento de Estado americano não declarou apoio à ação militar, e o secretário Marco Rubio limitou-se a condenar as atividades terroristas no Mali.

Caso a operação seja concretizada, o Mali se tornaria o oitavo país a ser alvo de uma ação militar dos Estados Unidos durante o segundo mandato de Donald Trump, que já ordenou operações no Iêmen, Somália, Síria, Irã, Iraque, Nigéria e Venezuela desde o ano passado.