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China e Paquistão Pedem Cessar-Fogo e Retomada de Negociações entre EUA e Irã

Em meio à escalada de tensões, a solicitação conjunta foca na interrupção das hostilidades e no respeito a acordos prévios, com o anúncio ocorrendo após Donald Trump acusar a China de interferência eleitoral.

AJ
Redação AJISP
17 de julho de 2026 às 05:37 · há 4 h

Em um comunicado divulgado nesta sexta-feira (17), o Ministério das Relações Exteriores da China informou que, em conjunto com o Paquistão, fez um apelo pela retomada das negociações entre os Estados Unidos e o Irã. A solicitação conjunta também enfatiza a necessidade de um cessar-fogo imediato e o respeito ao memorando previamente assinado entre Washington e Teerã.

O anúncio ocorre apenas horas depois de o então presidente dos EUA, Donald Trump, ter acusado a China de interferir nas eleições presidenciais americanas de 2020. A declaração da China e do Paquistão surge em um momento de intensificação dos ataques entre Irã e EUA, que caracterizaram os últimos dias.

A escalada nas hostilidades teve início na semana passada, quando Trump declarou o fim oficial do cessar-fogo estabelecido anteriormente. Desde então, o Exército americano tem realizado bombardeios contra o Irã, o que provocou retaliações significativas. Teerã respondeu com ataques a países do Golfo Pérsico e a navios que transitavam pelo estratégico Estreito de Ormuz.

A situação diplomática e militar entre Estados Unidos e Irã é historicamente marcada por altos e baixos, com períodos de tensão e negociações. A intervenção de países como China e Paquistão reflete a preocupação internacional com a estabilização da região e o impacto de um conflito maior no cenário global. As negociações diretas entre as partes são vistas como um caminho crucial para desescalar a crise.

O pedido internacional por um cessar-fogo e pela reinstauração das negociações sinaliza a urgência de uma solução diplomática para evitar uma guerra de maiores proporções. A atenção agora se volta para a capacidade de as chamadas internacionais influenciarem as ações dos combatentes e promoverem o diálogo em um momento de grande volatilidade geopolítica no Oriente Médio.